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Waleska Morre Cantora Waleska, aos 75 anos, no Rio após 3 anos de luta contra Câncer 

01 NOV 2016
01 de Novembro de 2016
Morre cantora Waleska, aos 75 anos, no Rio

Artista era conhecida como “rainha da fossa” 
Foto: Divulgação Extra

A cantora e compositora Waleska morreu, aos 75 anos, na manhã desta sexta-feira, na Clínica São Carlos, no Humaitá, na Zona Sul do Rio, 

após três anos de luta contra um câncer no pâncreas. Autora de mais de 20 álbuns, Waleska se destacou no cenário musical ao gravar 

composições de Tom Jobim, Ary Barroso, e Cartola. O apelido de “Rainha da fossa”, dado por Vinicius de Moraes, traduzia o fato de ser 

considerada uma das mais fiéis intérpretes românticas da MPB: “ela sempre tem a canção certa para a dor exata”, costumava descrever 

Moraes. Sua última apresentação foi em março, no Beco das Garrafas, em Copacabana, com o show “Cantando e contando a MPB”.
Nascida no Espírito Santo, Maria da Paz Gomes adotou o nome artístico de Maria Waleska na década de 1960, quando começou a carreira se 

apresentando na rádio “Inconfidência” e na emissora de TV “Itacolomy”, ao lado de Clara Nunes e de Milton Nascimento, em Belo Horizonte, 

até se mudar definitivamente para o Rio de Janeiro. Foi entre a efervescência cultural carioca da época que se tornou cronner da boate 

Arpége, de Waldir Calmon, e passou a cantar no famoso Beco das Garrafas. Em 1961 e 1964, gravou seus primeiros dois compactos.
Waleska era conhecida por interpretar canções românticas
Waleska era conhecida por interpretar canções românticas Foto: Divulgação
Em 1966, Waleska fundou o Pub bar (Pontifícia Universidade dos Boêmios), no bairro do Leme. Celebrizada no circuito de boates, com 

público cativo na década de 1970, criou a Boate Fossa, em Copacabana. O local ficou conhecido pelos seus frequentadores ilustres, como o 

ex-presidente Juscelino Kubitschek e o jornalista Carlos Lacerda.
Na década de 1980 e 1990, fez várias turnês, passando pela Itália, Portugal e pelos Estados Unidos. Waleska era admirada também pelo 

jornalista e compositor Sérgio Bittencourt, um dos grandes divulgadores de seu trabalho, além de ser muito amiga da cantora Maysa, 

grande referência musical para ela. Tanto, que em 2015, apresentou na Sala Baden Powell o espetáculo “Maysa - Um mito cantado por 

Waleska”, com direção musical de José Roberto Leão, no qual interpretou canções consagradas na voz da cantora Maysa.
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